Archive for the ‘tudo começou com uma foto…’ Category

~ votem em mim!
24.agosto.2011

amigos e pessoas de passagem por aqui,

preciso de MUITOS cliques para ganhar um concurso fotográfico e conto com a ajuda de vocês.

o link é este: http://wp.me/P1A9M5-eo. e minha foto, que você vê abaixo, é a primeira da galeria – da Mesquita Azul, em Istambul, Turquia.

valeu!

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O logo da Copa do Mundo de 2014 como símbolo do Brasil
04.agosto.2010

É fato que poucos são os eventos mundiais que aproximam os povos tanto quanto a Copa do Mundo. E, embora se trate de um negócio pertencente a uma empresa privada – a Fifa –, exige esforços e reforços públicos para que se concretize, já que, mais do que de estádios e jogadores em campo, o megaevento depende de plateia nas arquibancadas e de infraestrutura para recebê-la no país-sede.

É verdade também que pouco pode intervir o povo anfitrião nas questões referentes à organização e à realização do Mundial. A Fifa dá as cartas e cabe aos “escolhidos da vez” torcer e, se forem ágeis e tiverem senso de oportunidade, aproveitar para vender seu peixe. Como se diz, é uma chance única para o país do ponto de vista econômico. Mais do que poder explorar o momento para realizar projetos profissionais, os brasileiros estarão na mira dos holofotes dos demais 31 países participantes – se não de todas as nações em que haja quem aprecie o futebol. É hora de mostrar a nossa melhor faceta, deixar gravada uma boa imagem, que se propagará no futuro por muitos anos.

Tudo para dizer que o logo que se apresentou recentemente para a Copa brasileira de 2014 poderia, mas não necessariamente deveria agradar à nação anfitriã, muito menos a quem quer que seja, fora a Fifa. No entanto, se o que se pretende é firmar a competição como um evento que reúne povos – inclusive que é vendável e lucrativo  em qualquer país que se realize –, não faz sentido que o símbolo, o ícone gráfico escolhido possua divergências em relação ao simbolismo acreditado e praticado naquele país. Seria o mesmo de se vender gato por lebre – ou melhor, lebre por gato.

Não se pretende aqui defender a beleza (ou a falta de) do logo eleito. Antes, é preciso dizer que se espera que o desenho siga certos preceitos de design e estética e respeite normas referentes a estes quesitos que, se não são universais, são sinônimo de profissionalismo e boa prática do desenho gráfico. Indo mais além, era de se esperar que a marca viesse, a cada nova edição da Copa, de uma evolução natural em campos como as artes gráficas e a tecnologia. Não se pode, contudo, falar em retrocesso, pois neste caso ele seria bem aceito: basta ver os logos de Copas de uma década atrás para perceber que já foram mais limpos, mais bem resolvidos e, consequentemente, mais bonitos do que o que temos para (e até) 2014.

Como se não bastasse, o processo de escolha está repleto de atos mal-explicados. Quais foram as agências que criaram modelos para a concorrência?; Por que a decisão coube a “notáveis” que, apesar de o serem, não são, em sua maioria, nomes representativos, nem mesmo pertencentes ao cenário do design?; Quem são os criadores, os profissionais que inventaram e desenharam o logo, e em que se inspiraram? (falou-se numa foto como inspiração, que foto?); Por que o desenho não revela, nem esconde, indícios da simbologia do esporte e do povo que abrigará os espectadores do megaespetáculo em 2014?

Para tornar as coisas ainda mais obscuras, as respostas, quando buscadas pela imprensa e pela opinião pública, foram veementemente negadas ou mal-dadas pelos envolvidos. “Ainda este assunto? Ele já está velho, não acha?!” foi o que esta que vos escreve teve de ouvir de uma assessora de imprensa da agência de publicidade vencedora – ironia ou não, de nome África. Velho? Falamos de um evento que se realizará daqui a quatro anos!

Como já foi dito em meio a tamanha polêmica e indignação, o logo da Copa de 2014 no mínimo vem nos mostrar que este é um espetáculo que não nos pertence, para o qual só seremos chamados para arcar com as responsabilidades em sediá-lo – incluída a obrigação de bem-receber os turistas, ajudar a lotar os estádios e sorrir para as câmeras na hora do show. Não esperemos mais do que o papel de figuração, a não ser que saibamos, com o nosso “jeito”, tirar melhor proveito das oportunidades que se lançam.

É de se concluir que, com o símbolo feito de mãos em torno de uma taça, a Fifa nos tenha mandado o recado de que tanto faz a nossa opinião, o nosso agrado. Teremos de engolir a Copa até e durante 2014, com bola – alguém lembrou da polêmica Jabulani? –, logo e tudo. Boa digestão, Brasil.

Texto escrito para a disciplina ‘Esporte e cultura’, lecionada pelo professor Sergio Rizzo (Pós-Graduação em Jornalismo Esportivo, Faap/SP)

Matérias que escrevi para o UOL Esporte sobre o tema:

Designer dos EUA descreve logo da Copa 2014 como um pesadelo

Eleito por ‘notáveis’, logo da Copa 2014 gera polêmica entre leigos e especialistas

da série O futebol explica tudo – II
31.agosto.2009

tirada no Memorial do Maracanã/RJ.

tirada no Memorial do Maracanã/RJ.

Explica?

Qual é a sua lógica?
06.novembro.2008

farmacia

Sim, a frase desta sacola de uma farmácia lisboeta – “Aberto à hora do almoço” – é sensacional, motivo de riso imediato se você que lê este texto é, como eu, brasileiro. Mas se és português, podes estar a pensar “Qual é a piada?”. O que justifica os dizeres é um motivo simples, capaz de matar um paulistano de inveja… Nem tudo fica aberto à hora do almoço na capital portuguesa, apenas porque o comércio é movimentado por pessoas, que têm seus negócios, trabalham nestas empresas ou são clientes, possíveis compradores, mas todos possuem um ponto em comum: almoçam, param à metade do dia para comer, espairecer, conversar, dar aquela espiada na banca de jornais, ou um salto até o Caixa Multibanco, ou o que mais tiver vontade. O que para nós brasileiros causa um estranhamento instantâneo e divertido mostra um outro modo de levar a vida muito mais original e saudável. Mas e se eu quero ir bem na hora do almoço àquela loja? Sim, eu bem sei como é difícil adiar esse tipo de coisa… Nasci na cidade que não pára nunca.

Este papo começou uns 3 posts pra baixo (não vai ser demorado achar, este blog anda meio às moscas…), mas o que há a mais é que a diferença PT-BR tem se revelado pra mim maior, muito maior, menos sutil do que parece, e tão sutil ao mesmo tempo que às vezes quase não se nota… E a confusão pode estar feita, instalada, nesse espaço que pode ser de um pulinho ou de uma viagem num barco a vela. A minha cabeça, que tem uma boa fenda para deixar entrar ar e informação nova, de onde quer que venha, anda anestesiada com as mudanças todas. Confesso que sinto mais dificuldade em falar como os portugueses (e até de entendê-los, quando se empolgam!) do que se tivesse ido pra Espanha. Como assim, sou muito tapada? Talvez!… Me defendo, porém, dizendo que, como pessoa atenta à língua, amante da palavra, dependente da comunicação para ganhar o pão de cada dia, me pego relutando para aceitar que não posso usar meu vocabulário do jeito que aprendi, que sei melhor, que gosto, que uso como canal da minha ânsia criativa. Imaginem alguém te repreender porque você usou um termo que até existe por cá, mas não é tão usado, não assim, dessa maneira… É quase te pedir para trocar a cor do seu All Star, que você acha que combina perfeitamente com todo o resto da roupa. Ou ver seu time com um uniforme novo que não te agrada (acho que os homens entendem esse exemplo, sei lá, foi uma tentativa pela democracia…).

Pode tudo ser uma visão minha, parcial à beça, é claro que é. E essa é outra ficha que cai aos poucos, “como ser você mesmo em terra estranha”. Apesar de adorar falar, bater papo, puxar conversa, me pego muitas vezes calada, tentando sacar “qualé, o que é que rola”… Porque não é do meu feitio chegar e achar que posso abrir meu leque e me abanar à vontade, sem ligar pra torcida, não fora de casa, tão longe da minha praia… Não acho mau, gosto quando respeito a máxima de que não temos dois ouvidos e só uma boca à toa. Só que faz falta comentar uma bobagem e ter o efeito esperado, ou ter uma reação e saber que não se vai causar choque, e vice-versa. Eu estranho tudo bem mais do que achava. “Vou pra Portugal, oras, é quase família!” Experimente lembrar daquela festinha daqueles tios distantes, que você nunca vê, e que na realidade são pessoas que você olha e não enxerga muito mais do que as roupas… Tudo bem, eu já conheci um tio-avô com mais de 20 anos de idade (eu!), numa viagem de trabalho, e amei todos, tio, tia, primos, cães à primeira vista. Mas já vivi o inverso, já pedi para o meu celular tocar e alguém me chamar pra ir até a esquina, a qualquer lugar, ou pra uma porta se abrir como mágica do banheiro pra rua. Não é propriamente uma experiência superbacana. É intensa, profunda, individual. Em Portugal, como nunca antes, eu me sinto única. Não é solidão, apesar de tê-la sempre à espreita, não é tristeza, mesmo não sendo a coisa mais legal do mundo em alguns casos. (Se é uma gente muito estranha à volta, mais compensa estar no próprio corpo e só, bem tranquila…)

E aí a saudade aperta e eu corro pros meus amigos que fiz e agora estão perto, de um jeito que pode não ser o meu, mas é tããão gostoso… São eles que me mostram, mesmo sem querer, que esse lance de achar que a “nossa” lógica faz mais sentido, é mais certa, é algo totalmente aprisionante e desonesto. Julgar deixa de ser um cacoete que não dói, e ganha um peso real e mais sincero. Eu dou risada por dentro, dou, quando ouço ou vejo algo que não entendo e que não representa o meu universo. Mas engulo, com bastante saliva, pra não me esquecer dos episódios, inúmeros, em que fui apontada, nem sempre da forma mais simpática, como “a brasileira”. Eu sou a Flavia Perin, pombas!, e me chamem pelo nome, me vejam com atenção, me entendam sem usar referências! Quem sabe como é chato ter pensamentos como esse no meio de uma cena pode entender onde quero chegar. Quero chegar mais perto de cada pessoa de bem, não importa de onde, e quero o mesmo comigo. Se fosse fácil eu não riria da frase da farmácia, como quase fiz, porque afinal é onde eu compro umas coisinhas lá pelo meio-dia, e os farmacêuticos, vou dizer, são bastante atenciosos…

Fechamos. Tá?
18.agosto.2008

É assim. Julho e agosto são os meses do verão, da alta temporada de férias em Portugal, e o país pára. Não são de estranhar placas como esta nos estabelecimentos comerciais, do tipo “Fui, beijo e não me liga”. Os textos é que podem surpreender, com o bom e velho português literal que predomina por cá. Enfim, começo a achar, como paulistana da gema que sou, que eles é que sabem aproveitar a vida… Será?

Que venha setembro! E que haja leveza de espírito e paciência (para quem tem pressa) até lá!

ps. Demorei um bocado para voltar a esta “casa”, eu sei, mas prometo aumentar a frequência de textos em breve. Agora tá calor e eu quero praia!