Archive for the ‘pensamentos bloggers’ Category

Mais um passo virtual
28.abril.2011

Mesmo que você não me conheça e tenha entrado pela primeiríssima vez nesta página, já terá percebido, numa rápida espiada, que abandonei este blog à própria sorte. Não, não me orgulho disso. O fato é que, na minha opinião de blogueira pré-boom dos blogs e tuiteira antes que até jogador de futebol tivesse “seguidores”, os bons conteúdos dos bons blogs de hoje se perdem facilmente numa maré de surfistas de ocasião. Fora que a ferramenta em si caminha na contramão dos 140 caracteres de fama a que todos atualmente têm direito. De tão acessível, ter blog está se transformando em algo banalizado. O que não quer dizer, repito, que não existam excelentes exceções, que reúnem informações e opiniões relevantes. Mas, enfim, isso tudo é papo para outro post.

O objetivo do momento é apresentar mais um espaço que criei para espalhar notícias sobre os meus trabalhos e os assuntos pelos quais tenho especial interesse. Partilhar inspirações e ideias de forma simples e rápida me parece o desafio (e a grande saída) dos dias cibernéticos atuais.

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Enfim, de blogueira a twitter
27.julho.2010

Como dizia no post abaixo, quase não venho mais aqui, ao passo que estou com frequência no Twitter. A novidade é que dei mais um passo tecnológico na minha vida web, e os visitantes deste espaço (oi? alguém aí?) podem ver os últimos tweets aqui mesmo, nesta página _ ao final, descendo…

Valeu, gente!

para que leda – alguém mais?… – me leia
08.dezembro.2009

para que leda me leiapara que leda me leia

precisa papel de seda

precisa pedra e areia

para que leia me leda

precisa lenda e certeza

precisa ser e sereia

para que apenas me veja

pena que seja leda

quem quer você que me leia

[Paulo Leminski]

Adoro escrever desde que me entendo por um ser alfabetizado. Bilhetes na sala de aula para os amigos, cartas de afeto e amor para parentes e pretês, redações (e não só as que a professora de Português encomendava). Fiz dois livrinhos de contos na 2ª e na 3ª séries, como atividade de final de ano – bela escola esta, Pentágono… -, e cheguei ao cúmulo de escrever meu nome e frases soltas pelas paredes e portas de casa. (Prefiro não lembrar do castigo que recebi…)

Escrevo assim até hoje, é meu trabalho, e confesso que sinto um prazer especial no bater de teclas. Mas abandonei, a-ban-do-nei este blog e um outro que mantenho em segredo, a que só eu tenho acesso. Por quê? Talvez eu tenha a resposta.

Assim como sempre gostei de escrever, não gosto, na mesma proporção, de fazer coisas que outras pessoas fazem aos montes. Salvas as exceções, que existem e nós só temos de agradecer por isto!, blog virou sinônimo de “falomesmofalotudofaloeescrevo”. É gritante e perturbante a quantidade de espaços abertos para que bobagens e mentiras sejam propagadas pela world wide web. Ok, vivemos num mundo livre. Uf…

Mas… Meu bode não acaba com a minha vontade de escrever, muito menos me impede de postar aqui as coisas que escrevo, as minhas bobagens, as minhas mentiras – nunca disfarçadas de dados concretos ou fatos históricos. Eu não sei para quem escrevo, e pode ser que nem exista esse alguém. Pode ser que nem a Leda, a do Leminski ou outra, venha a me ler. Ainda assim quero fazer. Ainda que muito de vez em quando…

Um dia eu volto. Acho que amanhã mesmo.

ps. Obrigada a quem me presenteou com este PL.

O resgate da blogueira
30.abril.2009

Quero voltar a pensar em textos para este blog e, mais ainda, arranjar tempo (e ânimo) para escrevê-los. Porque aqui estou eu de novo tentando descobrir o motivo da minha mudez blogueira… Eu sei a razão. Comecei escrevendo de Portugal – o que era a ideia original, relatar, passo a passo, esta experiência. Não relatei quase nada mas acabei parando nesta estação, passando a análises e reflexões (poucas, ok), e de algum modo me perdendo… Desde que aqui comecei, este tem sido o único tema: tudo leva a este país ou à língua que nos une – e nos separa, como já comentado aqui também. Não se pode andar a vida toda em círculos.

Vamos variar! Do muito que já foi dito sobre o assunto, restaram montes de coisas por dizer, é verdade. Encerro com uma confidência: lá em Portugal, passei por um período de preguiça de blogar, por ter sido atropelada, no melhor sentido, de novidades, informações e sensações, e não menos por concluir sem muito esforço que era tudo muito pessoal para um espaço mundial e aberto. Fui, vivi, não quis dividir e pronto. Quem quiser saber, me pergunte e eu conto!

Segue um resumo do que vivi em terras lusas, textinho que fiz sob encomenda para ser publicado no Panrotas – mas que ficou na gaveta (deles) pois era de alguém ligado ao trade turístico, e não de alguém do trade turístico.

Sempre tive vontade de morar por algum tempo fora do país e aproveitar o benefício de possuir cidadania italiana – com a qual eu poderia trabalhar legalmente durante a experiência. Como sou jornalista – fui repórter de turismo do Jornal da Tarde por quase três anos, até 2003, e assessora de imprensa da MSC Cruzeiros em 2007 e da Braztoa no 29º Encontro Comercial, em 2008 – e não queria deixar de atuar na minha área, decidi por Portugal em função da língua, fundamental para a minha atividade, e dos bons amigos que tenho por lá. A primeira oportunidade profissional surgiu logo que cheguei a Lisboa, em maio do ano passado: fazer a assessoria de imprensa de ações de marketing da Brasiliatur na capital portuguesa. Após este job de cerca de dois meses, trabalhei numa agência de comunicação como freelancer e escrevi matérias de turismo para publicações brasileiras e lusitanas, como a edição portuguesa da revista de bordo da companhia aérea White. Até que fui contratada por 4 meses por uma empresa de eventos e conteúdos gastronômicos, a Edições do Gosto, onde fiquei até dezembro, quando decidi voltar para o Brasil. A decisão foi tomada por conta da atual crise econômica e do mercado, que aqui, até pelo tamanho do país, pude constatar que oferece mais chances e uma perspectiva mais otimista. Considero estes 7 meses e meio vividos em Lisboa um dos períodos de maior crescimento da minha vida. Senti o peso da diferença cultural, sem dúvida, e me surpreendi com as enormes divergências entre o idioma que nós usamos e eles usam. Mas, ao mesmo tempo, fui muito bem acolhida, fiz novos amigos, conheci lugares incríveis e aprendi a valorizar ainda mais o que nós, brasileiros, temos de melhor.”

Isto posto, colocamos um ponto final neste capítulo. A partir de agora o foco serão os novos passos profissionais e, quem sabe, insights, dicas de filmes, livros e lugares, diários de viagem, desabafos, ficção. Tudo bem ao gosto desta “escrevinhadora” de profissão e de coração.

Ah, para quem discorda do post abaixo, sobre o bendito (não dito?) Acordo Ortográfico, indico um outro ponto de vista que vale a pena ser considerado: Mesma grafia, línguas diferentes, de Bruno Dallari. Como é bom poder ver os outros lados, não?…