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O resgate da blogueira
30.abril.2009

Quero voltar a pensar em textos para este blog e, mais ainda, arranjar tempo (e ânimo) para escrevê-los. Porque aqui estou eu de novo tentando descobrir o motivo da minha mudez blogueira… Eu sei a razão. Comecei escrevendo de Portugal – o que era a ideia original, relatar, passo a passo, esta experiência. Não relatei quase nada mas acabei parando nesta estação, passando a análises e reflexões (poucas, ok), e de algum modo me perdendo… Desde que aqui comecei, este tem sido o único tema: tudo leva a este país ou à língua que nos une – e nos separa, como já comentado aqui também. Não se pode andar a vida toda em círculos.

Vamos variar! Do muito que já foi dito sobre o assunto, restaram montes de coisas por dizer, é verdade. Encerro com uma confidência: lá em Portugal, passei por um período de preguiça de blogar, por ter sido atropelada, no melhor sentido, de novidades, informações e sensações, e não menos por concluir sem muito esforço que era tudo muito pessoal para um espaço mundial e aberto. Fui, vivi, não quis dividir e pronto. Quem quiser saber, me pergunte e eu conto!

Segue um resumo do que vivi em terras lusas, textinho que fiz sob encomenda para ser publicado no Panrotas – mas que ficou na gaveta (deles) pois era de alguém ligado ao trade turístico, e não de alguém do trade turístico.

Sempre tive vontade de morar por algum tempo fora do país e aproveitar o benefício de possuir cidadania italiana – com a qual eu poderia trabalhar legalmente durante a experiência. Como sou jornalista – fui repórter de turismo do Jornal da Tarde por quase três anos, até 2003, e assessora de imprensa da MSC Cruzeiros em 2007 e da Braztoa no 29º Encontro Comercial, em 2008 – e não queria deixar de atuar na minha área, decidi por Portugal em função da língua, fundamental para a minha atividade, e dos bons amigos que tenho por lá. A primeira oportunidade profissional surgiu logo que cheguei a Lisboa, em maio do ano passado: fazer a assessoria de imprensa de ações de marketing da Brasiliatur na capital portuguesa. Após este job de cerca de dois meses, trabalhei numa agência de comunicação como freelancer e escrevi matérias de turismo para publicações brasileiras e lusitanas, como a edição portuguesa da revista de bordo da companhia aérea White. Até que fui contratada por 4 meses por uma empresa de eventos e conteúdos gastronômicos, a Edições do Gosto, onde fiquei até dezembro, quando decidi voltar para o Brasil. A decisão foi tomada por conta da atual crise econômica e do mercado, que aqui, até pelo tamanho do país, pude constatar que oferece mais chances e uma perspectiva mais otimista. Considero estes 7 meses e meio vividos em Lisboa um dos períodos de maior crescimento da minha vida. Senti o peso da diferença cultural, sem dúvida, e me surpreendi com as enormes divergências entre o idioma que nós usamos e eles usam. Mas, ao mesmo tempo, fui muito bem acolhida, fiz novos amigos, conheci lugares incríveis e aprendi a valorizar ainda mais o que nós, brasileiros, temos de melhor.”

Isto posto, colocamos um ponto final neste capítulo. A partir de agora o foco serão os novos passos profissionais e, quem sabe, insights, dicas de filmes, livros e lugares, diários de viagem, desabafos, ficção. Tudo bem ao gosto desta “escrevinhadora” de profissão e de coração.

Ah, para quem discorda do post abaixo, sobre o bendito (não dito?) Acordo Ortográfico, indico um outro ponto de vista que vale a pena ser considerado: Mesma grafia, línguas diferentes, de Bruno Dallari. Como é bom poder ver os outros lados, não?…

 

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