Archive for 12 de fevereiro de 2009

Mexamos a língua!
12.fevereiro.2009

Ou “Porque eu gosto do Acordo Ortográfico”

Quantas matérias, artigos e entrevistas com linguistas (sem trema, hein?) e outros ‘istas’ já li sobre as mudanças na nossa gramática do dia a dia? (Agora sem hífen mesmo quando é substantivo…)

Todo mundo concorda, mesmo quem defende o Acordo, que reaprender qualquer coisa é uma chatice, assim como o é para os profissionais diretamente envolvidos – professores, jornalistas, revisores, editores – ter de ficar explicando porque deixaram ou é preciso deixar de usar um acento ou certa grafia. Concordo, temos mais o que fazer. Mas, por que não adiar outros aprendizados, ou mesmo hobbies, a novela das 8,  o BBB, o cineminha para sentar 10 minutos diante de um bom resumo das alterações do Acordo? Ninguém vai perder uma perna e o cerébro agradece – ele adora exercício.

O que está em questão aqui vai muito além de achar mais prático, bonito, democrático ou solidário usar esta ou aquela regra. E nem vou falar do quanto o mercado editorial pode crescer nos 8 países de língua portuguesa com o intercâmbio/comércio de livros. Estamos, afinal, discutindo uma matéria que para muitos só existia na escola, que está esquecida mesmo que seja usada todos os dias, em tudo, e que seja o nosso primeiro e melhor cartão de visita. Não consigo deixar de dar 100 pontos de crédito para uma pessoa, de cara, se vejo que ela usa direito, bem o seu idioma. Falar e escrever bem significam comunicar-se e compreender melhor o mundo. Ter a chance de ser, portanto, um ser humano mais justo.

Quem tem preguiça do assunto, atire a primeira pedra, e eu devolvo um calhamaço de textos, até emails, cheios de erros marcados em vermelho. Forçando assumidamente a barra: sinto como se fosse a própria visão do inferno, parece sangue! E ouvir um “nós vai”? Ouço direto, de bocas bem tratadas, gafes piores ou semelhantes.

Então, gente, vamos mexer essas cabeças e línguas, estimular a nós próprios e aos outros para este movimento, e quem sabe assim nosso país deixa de ter a língua presa!

E tenho dito.

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