Do que se ouve com os ouvidos mais atentos

É engraçado que se descubram preciosidades em meio a coisas que já nos pertenciam. Livros que lemos de novo e com os quais finalmente nos identificamos, roupas para as quais não damos muita bola e de repente vestimos e com elas nos gostamos, músicas que num dado momento parecem mais bonitas e sincronizadas com o que estamos pensando, sentindo, vivendo. Com uma música, isso pode rolar sem que a letra tenha um sentido literal, levado à risca. Pode ser que os versos falem em código, escondam mensagens desconexas… Dá pra entender? Talvez não dê mesmo, e cada vez mais eu aprecio aqueles lances que a gente não sabe bem como…

Meiga Presença

Mart’nália

Quem ao meu lado
esses passos caminhou?
Esse beijo em meu rosto,
quem beijou?

A mão que afaga a minha mão,
este sorriso que não vejo
De onde vem? Quem foi que me voltou?
Vem, de outro tempo
bem longe que esqueci

A ternura que nunca mereci
Quem foste tu presença e pranto?
Eu nunca fui amada tanto
Estás aqui, momento antigo
Estás comigo!
Se não te importa ser lembrado
Se não te importa ser amado
Amor amigo, fica ao meu lado sempre

One Response

  1. É preciso olhos de ver, ouvidos de ouvir, SEMPRE! E o que era velho passa a ser novo, e fazer todo o sentido…

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