Para o Lu
Pequeneza, só de tamanho. Preencheu a vida de nós, gigantes, com grandeza feita de leveza e alegria.
Gracejos. Presentes de todos os dias – acordava, seguia, pulava, chamava. Tinha graça até quando dormia.
Os passos, apressados, ora pairavam com o cheiro do ar, o odor da rua, o rastro do desconhecido. Ora levavam além do permitido, como que sugerindo “Podemos ir só mais um pouquinho ali?”. (Quem não desejaria?)
Olhos arregalados, calados, gravavam cada movimento, entendiam o que os meus diziam.
Com ele aprendi que a saudade é mesmo assim: faz parte. (Ah, a saudade…) É sentir o coração chorar… E, ao mesmo tempo, sorrir.
Que texto lindo e sensível – capaz de dar leveza para a dor e a saudade! Arrepiei!
…
muak, Van.